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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

 

 Larissa Barbosa.

Dia da consciência negra, feriado?!

Uma reflexão a respeito do porquê da existência de um feriado para a consciência negra e as diferenças sociais entre brancos e negros em ambientes similares, além, é claro, de uma leve espezinhada na imprenÇa.
Dia 20 de novembro é o Dia da Consciência Negra. Mais do que isso, dia 20 de novembro de 2010 é a data exata em que se lembra 315 anos da morte de Zumbi dos Palmares {{morto, portanto, em 20 de novembro de 1695}}.
Zumbi {{não confundir com zumbie}} como se sabe {{eu espero que se saiba}} foi um dos líderes de um dos quilombos que existiam no Brasil à época em que éramos colônia.


Zumbi foi alagoano e liderou um dos principais quilombos à sua época, com cerca de trinta mil negros escravos fugidos.
Zumbi, como Che Guevara, foi traído por um antigo companheiro e morto. Zumbi aprendeu o português e o latim, graças à igreja católica {{digo isso porque como critico muito a igreja parece que não vejo méritos nela, um dia escrevo sobre isso}}:
Baptized Francisco, Zumbi was taught the sacraments, learned Portuguese and Latin, and helped with daily mass
{{não acredite em mim}}
É impossível pensar em Cuba sem ao menos lembrar-se de Che Guevara. Quando falamos Brasil a primeira coisa que vem à cabeça é… futebol?
Vou assumir que sim, e aproveito para perguntar quais os principais craques do país, e porque há tanto negro jogando bola e tão pouco branco no futebol. E vou deixar no ar a reflexão sobre qual classe social domina tal esporte.
Algum tempo atrás li um post a respeito das quotas. O post é de autoria de Renata Winning e está no blog de Eduardo Valdoski do texto dela eu destaco o seguinte:
“Argumentos que desafiam  jovens afrodescendentes a ter a mesma pontuação que os brancos no vestibular e colocam em xeque a capacidade intelectual de quem passa no exame pelo sistema de cotas, são exemplos dessas novas formas de preconceito mascarado. Ignoram as Estatísticas que mostram que entre o branco e o negro de escola pública existem diferenças cruciais que dificultam a permanência na escola ou a continuidade dos estudos
{{não acredite em mim}}
Como sabem não gosto que acreditem em mim, tampouco gosto de acreditar nos outros. Por isso fui atrás das tais estatísticas citadas pela autora.
negro_branco
{{não acredite em mimnão vai, num blog, negar a importância do computador para a educação}}
Agora repare bem na diferença entre brancos e negros para Ensino Médio:
Brancos Negros
branco_medio negro_medio
Está claro que os brancos tem maior acesso à educação quando o assunto é Ensino Médio. Mas o problema é anterior, já no ensino fundamental a diferença aparece, é só clicar ali e conferir.
Notem que não toquei no assunto escravidão. Não é preciso. Não porque o fato não tem importância, mas porque a discriminação, o preconceito e mesmo as diferenças sociais entre brancos x negros tudo isso, embora originado na escravidão, está acima, está mais presente que a discussão e conhecimento a respeito da história da escravidão.
Está claro a todos os leitores que a escravidão existiu e foi grave. Por isso o objetivo aqui é ressaltar as consequências dela para nossa sociedade atual, e com um pouco de sorte fazer o leitor repensar a importância de um feriado negro.
Caso ainda não tenha ficado claro eu mostro e desenho:
penad08
{{não acredite em mim – PDF Pnad 2008}}
O fato não se dá apenas na diferença de escolaridade entre brancos e negros, repare na proporção: em 1992 a diferença era 2,1 em 2008 ela é de 1,8.
A definição da pesquisa de Venturi e Camino de 1995 diz, sobre as quotas:
As quotas são mecanismos extremos que visam a reversão de um quadro que, de outro modo, seria irreversível em termos das crónicas desigualdades de acesso dos diferentes segmentos raciais e étnicos da população a determinados espaços e oportunidades educacionais e profissionais.
{{não acredite em mim}}
Tenho descendência negra, meu avô é negro. Não sou, portanto, o melhor representante para falar da política de quotas, mas acredito ter deixado claro meus motivos em favor delas.
Quando a questão é a mídia fica mais simples verificar o preconceito. Pergunte-se quantos negros existem apresentando os jornais da Globo {{me lembro de 1 comentarista e 1 apresentador}}. Pergunte-se quantos negros falam de futebol na televisão brasileira, considere ex-jogadores também, quais deles são comentaristas e negros?!
Quando a questão é o feriado em si, creio que escravidão, diferenças sociais, diferença de escolaridade, preconceito são apenas alguns dos motivos que levam os negros a ‘merecerem’ o feriado.



CONCIÊNCIA NEGRA

                                         Amanda Rodrigues 


    Zumbi foi o grande líder do quilombo Palmares, considerado herói da resistência anti-escravagista. Estudos indicam que nasceu em 1655 no quilombo, sendo descendente de guerreiros angolanos. Com poucos dias de vida, foi aprisionado pela expedição de Brás da Rocha Cardoso, sendo entregue depois a um padre, conhecido como Antônio Melo que o batizou com o nome de Francisco. Aos 15 anos, ele foge da casa do padre e retorna a Palmares, onde muda o nome para Zumbi. Ficaria conhecido em 1673, quando a expedição de Jácome Bezerra foi desbaratada. Um ano antes de sua morte, caiu em um desfiladeiro após ser baleado num combate contra as tropas de Domingo Jorge Velho, que seria mais tarde acusado de matá-lo. Dado como morto, Zumbi reaparece em 1695, ano de sua morte. Aos 40 anos, ele morre após lutar contra milícias organizadas por donos de terras durante dezessete anos. Durante mais uma incursão comandada por Domingos, Zumbi foi abatido no seu esconderijo descoberto depois da traição de um seus principais comandantes, Antônio Soares, que revelou onde o líder se encontrava.

Consciência negra

Fernanda Denyse
Zumbi dos Palmares
Vida do líder negro Zumbi dos Palmares, os quilombos, resistência negra no Brasil Colonial, escravidão, cultura africana
Zumbi dos Palmares Zumbi dos Palmares: um símbolo de resistência e luta contra a escravidão 
Quem foi Zumbi e realizações
Zumbi dos Palmares nasceu no estado de Alagoas no ano de 1655. Foi um dos principais representantes da resistência negra à escravidão na época do Brasil Colonial. Foi líder do Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas. O Quilombo dos Palmares estava localizado na região da Serra da Barriga, que, atualmente, faz parte do município de União dos Palmares (Alagoas). Na época em que Zumbi era líder, o Quilombo dos Palmares alcançou uma população de aproximadamente trinta mil habitantes. Nos quilombos, os negros viviam livres, de acordo com sua cultura, produzindo tudo o que precisavam para viver.
Embora tenha nascido livre, foi capturado quando tinha por volta de sete anos de idade. Entregue a um padre católico, recebeu o batismo e ganhou o nome de Francisco. Aprendeu a língua portuguesa e a religião católica, chegando a ajudar o padre na celebração da missa. Porém, aos 15 anos de idade, voltou para viver no quilombo.

No ano de 1675, o quilombo é atacado por soldados portugueses. Zumbi ajuda na defesa e destaca-se como um grande guerreiro. Após um batalha sangrenta, os soldados portugueses são obrigados a retirar-se para a cidade de Recife. Três anos após, o governador da província de Pernambuco aproxima-se do líder Ganga Zumba para tentar um acordo, Zumbi coloca-se contra o acordo, pois não admitia a liberdade dos quilombolas, enquanto os negros das fazendas continuariam aprisionados.

Em 1680, com 25 anos de idade, Zumbi torna-se líder do quilombo dos Palmares, comandando a resistência contra as topas do governo. Durante seu “governo” a comunidade cresce e se fortalece, obtendo várias vitórias contra os soldados portugueses. O líder Zumbi mostra grande habilidade no planejamento e organização do quilombo, além de coragem e conhecimentos militares.

O bandeirante Domingos Jorge Velho organiza, no ano de 1694, um grande ataque ao Quilombo dos Palmares. Após uma intensa batalha, Macaco, a sede do quilombo, é totalmente destruída. Ferido, Zumbi consegue fugir, porém é traído por um antigo companheiro e entregue as tropas do bandeirante. Aos 40 anos de idade, foi degolado em 20 de novembro de 1695.

Importância de Zumbi para a História do Brasil 
Zumbi é considerado um dos grandes líderes de nossa história. Símbolo da resistência e luta contra a escravidão, lutou pela liberdade de culto, religião e pratica da cultura africana no Brasil Colonial. O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra.

Importância da Data

A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira. 
A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão.

DIA DA CONCIENCIA NEGRA

    Karen Galvão dos Santos                          


20 DE NOVEMBRO
DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA
O BRASIL NEGRO
A Lei n.º 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Com isso, professores devem inserir em seus programas aulas sobre os seguintes temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional. Com a implementação dessa lei, o governo brasileiro espera colaborar para o resgate da contribuição dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país.
A escolha dessa data não foi por acaso: em 20 de novembro de 1695, Zumbi - líder do Quilombo dos Palmares- foi morto em uma emboscada na Serra Dois Irmãos, em Pernambuco, após liderar uma resistência que culminou com o início da destruição do quilombo Palmares. Apesar das várias dúvidas levantadas quanto ao caráter de Zumbi nos últimos anos (comprovou-se, por exemplo, que ele mantinha escravos particulares) o Dia da Consciência Negra procura ser uma data para lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro (1534).
Algumas entidades como o Movimento Negro Unificado (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do autopreconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.
Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência no 20 de novembro são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc.
O dia é celebrado desde a década de 1970, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos; até então, o movimento negro precisava se contentar com o dia 13 de Maio, Abolição da Escravatura – comemoração que tem sido rejeitada por enfatizar muitas vezes a "generosidade" da princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração da atitude de uma branca.
A semana dentro da qual está o dia 20 de novembro também recebe o nome de Semana da Consciência Negra.
Então, comemorar o Dia Nacional da Consciência Negra nessa data é uma forma de homenagear e manter viva em nossa memória essa figura histórica. Não somente a imagem do líder, como também sua importância na luta pela libertação dos escravos, concretizada em 1888.
Porém, hoje as estatísticas sobre os brasileiros ainda espelham desigualdades entre a população de brancos e a de pretos e pardos.

ZUMBI - REI DOS PALMARES

MARÉ DA CAPOEIRA

NOME=FABRICIO DO NASCIMENTO MIRANDA 


O QUE EU ENTEDI EQUE ACAPOEIRA E UMA DANCA DOS ESCRAVOS OZAVAM PARA SI DEFENDER E PRECIZA SER TRENADA
EU VIR MUITAS CRIANÇAS TRENHANDO CAPOEIRA
A CAPOEIRA DE ANGOLA EPRATICADO POR MUILHERIS 
PARA TREINA A CAPOEIRA E PRESISO DE RITIMOS MUSCAIS             

MARE DA CAPOEIRA

ANA LUCIA

MENINO QUE LUTAVA  CAPOEIRA E MUITO LEGAU E UMA RAÇA COM MUITA HISTORIAS PAI MENINO ERA PORFFESO DE CAPOEIRA

Maré da Capoeira

 Osmar Oliveira Saldanha

O que eu emtendo sobre a capueira ?

Eu sei que a capueira é uma coisa de africano que só chegou no Brasil por quausa dos português que trocerão os escravos que eran africano para o Brasil e ele fazia esser tipo de dança que era só coisa dos africanos ele dançavan só nos tenpos vagos que era no tenpo que eles não trabalhava que era a noite eles fazia as rodas no matagal com uma fogeira e comesava a dança a capueira que era coisa tipica deles hoje em dia por causa dos africanos que eran escravos é porisor que hoje muitas pessoas bracileiras fazen estar dança a capueira . 

MARÉ DA CAPOEIRA

IARA BARBOSA 
 
UM MENINO QUE GOSTAVA DE LUTAR CAPOEIRA E , E SE DEDICAVA MUITO NELA POIS SEU INSENTIVO ERA SEU AVO QUE ERA UM GRANDE CAPEIRISTA PRA ELE ,  ELE PASSAVA HORAS NA PRAIA TREINANDO PRA SER O MELHOR COMO SEU AVO , UMA LA ESTAVA ELE NA RODA DA CAPOEIRA NOVAMENTE , TINHA CABADO DE LUTAR MAS FOI LUTAR NOVAMENTE COM UMA GAROTA , MAS ELA TAMBEM TREINAVA TODAS AS TARDES E MNHAS NA PRAIA , QUANDO ELE FOI DAR UM MORTAL ELE FICOU DESEQUILIBRADO E CAIU  A MENINA GANHOU E ELE SE  SENTIU UM POUCO UMILHADO JA QUE ELE QUERIA SER IGUAL  AO AVO , ENTAO ELE  COMVERSOU COM MENINA QUE VENCEU COM ELE E OS DOIS FICAVAM TREINANDO NA PRAIA E SE TORNARAM AMIGOS , A CAPOEIRA  E UMA DANÇA QUE  E PARA AJUNTAR AS  PESSOAS E NAO PARA SE SEPARAR.

mare da capoeira

MARIA MARIANA...


A CAPOEIRA E UM TIPO DE DANÇA BRASILEIRA FOCLORICA QUE TODOS GOSTAM E SE DIVERTEM. A CAPOEIRA TAMBEM E UMA DANÇA QUE A MAIORIA  DOS AFRICANOS DOS ESCRAVOS , HANGOLANOS, NEGROS, ETC...TAMBEM E UM TIPO DE  RITUAL.                                                                                                                                                                       

maré da capoeira

Grazieli


*Acapoeira é um tipo de dança floclorica onde escravos e negros dançam.
*Pra dançar capoeiraprecisamos de uma cabaça,um pedaço de pau e arame.
*A capoeira é um tipo de dança que todos gostam.
*Bom como eu vi no filme vi crianças dançando com gente grande dançando com crianças.
*Bom é o que eu entendi no filme.

Mare da capoeira

Tiago Luis Dantas de Lima


Os negros foram fundamentais nas tradição do nosso mundo de hj.o garoto que jogava capoeira mas a mãe e pai no meio da rua e elequeria ser o melhor de todos e ele sair do grupo e foi prea beira do mar ficou junto conversando com a menina e depois ele começa a joga capoeira,ele ficou muito feliz quando está com os amigos dele!!!!

Maré da Capoeira

 Nadvanilson José Dos Santos


um Garoto que Jogava Capoeira mas a Mãe e o Pai no Meio da Rua e ele queria ser o melhor de todos tinha uma menina que ele gostava muito vivia Jogando Capoeira Com ela.

Maré da Capoeira

 Júninho

O filme trata-se de um menino que queria ser o melhor na capoeira é mostra no filme que a capoeira veio da africa e nos estados unidos esta uma febre e no filme tem um menino que queria ser o melhor na capoeira desde pequeno treinava muito jogava todos os dias é um dia ele lutou com uma menina que era melhor que ele e ele começou a treinar com aquela menina.

MARE DA CAPOEIRA

 FRANCISCO GILDERLAN FERNANDES

Um garoto qeu jogava capoeira mais a mãe e o pai
no meio da rua e ele queria ser o melhor de todos tinha um garota que ele gotava muito e vivia jagdo capoeira com ela.

filme maré da capoeira

 Dennys Neymar

A capoeira e um tipo de dança que reune jovens e adoleçentes
conta  a hidtória  desde que a capoeira começou e tambem conta a história de uma menina.

maré da capoeira

Os negros forão fundamentais nas tradições do noso pais muitas gentes pensão que os negros não presta e so sabe ser escravos pra min os negros são pessoas q merese respeitos entodos os lugares NACELIO

Filme Maré da Capoeira

 Conta a história desde de que a capoeira começou e também conta a história de um capoeirista que queria ser o melhor de todos mas um dia descobriu que uma menina era melhor que ele.
Nadvanio josé Rocha dos Santos

Dia da Consciência Negra é celebrado em Pinda

Os adolescentes do projeto “Ação Jovem” realizaram a celebração do Dia da Consciência Negra em Moreira César. Eles tiveram o apoio do Conselho Municipal da Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de Pindamonhangaba, do bloco Xire Alamaju, Prefeitura de Pindamonhangaba e Subprefeitura de Moreira César. As atividades foram desenvolvidas no Centro Esportivo José Ely Miranda “Zito”.
Enéas Santos, presidente do Conselho Municipal da Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de Pindamonhangaba, afirma que para celebrar a data ao invés de fazer somente palestra em Moreira César, durante dois meses reuniu-se com os adolescentes do projeto Ação Jovem e estas pessoas discutiram a história do negro e contaram a história deste povo no Centro Esportivo.
“Capoeira com o mestre Mandela, bateria do Xirê Alamaju, apresentação de reggae, fizeram parte das comemorações em Moreira César. Agradeço todos os apoiadores, como a Prefeitura de Pindamonhangaba, Subprefeitura de Moreira César, o Senai, a secretária de Educação e Cultura, professora Babi, a secretária de Saúde, Ana Emília Gaspar e ao prefeito João Ribeiro”, comenta Santos.
José Carlos dos Santos Pinto, diretor de Assistência Social de Moreira César, parabeniza os adolescentes do Ação Jovem pela organização e realização do evento. De acordo com o diretor o Ação Jovem é um programa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, que visa incentivar os jovens a permanecerem ou retornarem às escolas, onde cada um recebe bolsa auxílio de R$ 80. Em Moreira César 155 jovens participam do projeto.
A estudante Franciele Sales cooperou com a organização do evento e afirma ter sido algo gratificante, porque infelizmente o negro ainda é discriminado. “Até chegarmos a este evento não foi fácil, porque teve pessoas que desistiram de ajudar, mas com muito esforço e objetivo conseguimos atender as nossas expectativas e as pessoas participaram bastante e isto é motivo de orgulho para nós”.
Na segunda-feira (21) a Câmara de Vereadores sediou a abertura do I Fórum da Saúde da População Negra de Pindamonhangaba, na ocasião foram homenageadas várias personalidades negras.
Nesta terça-feira (22), às 13 horas, o salão paroquial São Vito, será palco das atividades do fórum, palestras e debates fazem parte da programação..
Dia 26 de novembro, 18 horas, o babalorixá Rogério de Yemonjá, convida a todos para o presente de Yemanjá e confirmação do Otú Pejikan Carlos de Ogun. O evento será na rua Rua Ameixeira, 82, Jardim Eloyna.
lucas-eduardo
“A luta pela liberdade dos negros brasileiros jamais cessou. Em 1971, um significativo capítulo de nossa história vinha à tona pela ação de homens e mulheres do Grupo Palmares. Lá do Rio Grande do Sul era revelada a data do assassinato de Zumbi, um dos ícones da República de Palmares. Passados sete anos, ativistas negros reunidos em congresso do Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial cunharam o 20 de novembro como Dia da Consciência Negra. Em 1978, era dado o passo que tornaria Zumbi dos Palmares um herói nacional, vinculado diretamente à resistência do povo negro.
Herdamos os propósitos de Luiza Mahin, Ganga Zumba e legiões de homens e mulheres negras que se rebelaram a um sistema de opressão. Lançaram mão de suas vidas a se conformarem com a prisão física e de pensamento. Contrapuseram-se ante às tentativas de aniquilamento de seus valores africanos e contribuíram com seus saberes para a fundação e o progresso do Brasil.
Orgulhosamente, exaltamos nossa origem africana e referendamos a unidade de luta pela liberdade de informação, manifestação religiosa e cultural. Buscamos maior participação e cidadania para os afro-brasileiros e nos associamos a outros grupos para dizer não ao racismo, à discriminação e ao preconceito racial.
Que este 20 de Novembro, assim como todos os outros, seja de muita festividade, alegria e renove nossas energias para continuarmos nossa trajetória para conquista de direitos e igualdade de oportunidades. Estejamos todos, homens e mulheres negras, irmanados nesta caminhada pela liberdade e pela consciência da riqueza da diversidade racial!”
Matilde Ribeiro
Ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Zumbi dos Palmares
Zumbi dos Palmares
“A cada novo 20 de novembro, Zumbi se espraia, amplia o seu território na consciência nacional, empurra para os subterrâneos da história seus algozes, que foram travestidos de heróis"
Sueli Carneiro

Quando tudo aconteceu...

1600: Negros fugidos ao trabalho escravo nos engenhos de açúcar de Pernambuco, fundam na serra da Barriga o quilombo de Palmares; a população não pára de aumentar, chegarão a ser 30 mil; para os escravos, Palmares é a Terra da Promissão. - 1630: Os holandeses invadem o Nordeste brasileiro. - 1644: Tal como antes falharam os portugueses, os holandeses falham a tentativa de aniquilar o quilombo de Palmares. - 1654: Os portugueses expulsam os holandeses do Nordeste brasileiro. - 1655: Nasce Zumbi, num dos mocambos de Palmares - 1662 (?): Criança ainda, Zumbi é aprisionado por soldados e dado ao padre António Melo; será baptizado com o nome de Francisco, irá ajudar à missa e estudar português e latim. - 1670: Zumbi foge, regressa a Palmares. - 1675: Na luta contra os soldados portugueses comandados pelo Sargento-mor Manuel Lopes, Zumbi revela-se grande guerreiro e organizador militar. - 1678: A Pedro de Almeida, Governador da capitania de Pernambuco, mais interessa a submissão do que a destruição de Palmares; ao chefe Ganga Zumba propõe a paz e a alforria para todos os quilombolas; Ganga Zumba aceita; Zumbi é contra, não admite que uns negros sejam libertos e outros continuem escravos. - 1680: Zumbi impera em Palmares e comanda a resistência contra as tropas portuguesas. - 1694: Apoiados pela artilharia, Domingos Jorge Velho e Vieira de Mello comandam o ataque final contra a Cerca do Macaco, principal mocambo de Palmares; embora ferido, Zumbi consegue fugir. - 1695, 20 de Novembro: Denunciado por um antigo companheiro, Zumbi é localizado, preso e degolado.
Fernando Correia da Silva
FRANCISCO JEFFERSON DA SILVA

Zumbi dos Palmares

Zumbi dos Palmares
“A cada novo 20 de novembro, Zumbi se espraia, amplia o seu território na consciência nacional, empurra para os subterrâneos da história seus algozes, que foram travestidos de heróis"
Sueli Carneiro

Quando tudo aconteceu...

1600: Negros fugidos ao trabalho escravo nos engenhos de açúcar de Pernambuco, fundam na serra da Barriga o quilombo de Palmares; a população não pára de aumentar, chegarão a ser 30 mil; para os escravos, Palmares é a Terra da Promissão. - 1630: Os holandeses invadem o Nordeste brasileiro. - 1644: Tal como antes falharam os portugueses, os holandeses falham a tentativa de aniquilar o quilombo de Palmares. - 1654: Os portugueses expulsam os holandeses do Nordeste brasileiro. - 1655: Nasce Zumbi, num dos mocambos de Palmares - 1662 (?): Criança ainda, Zumbi é aprisionado por soldados e dado ao padre António Melo; será baptizado com o nome de Francisco, irá ajudar à missa e estudar português e latim. - 1670: Zumbi foge, regressa a Palmares. - 1675: Na luta contra os soldados portugueses comandados pelo Sargento-mor Manuel Lopes, Zumbi revela-se grande guerreiro e organizador militar. - 1678: A Pedro de Almeida, Governador da capitania de Pernambuco, mais interessa a submissão do que a destruição de Palmares; ao chefe Ganga Zumba propõe a paz e a alforria para todos os quilombolas; Ganga Zumba aceita; Zumbi é contra, não admite que uns negros sejam libertos e outros continuem escravos. - 1680: Zumbi impera em Palmares e comanda a resistência contra as tropas portuguesas. - 1694: Apoiados pela artilharia, Domingos Jorge Velho e Vieira de Mello comandam o ataque final contra a Cerca do Macaco, principal mocambo de Palmares; embora ferido, Zumbi consegue fugir. - 1695, 20 de Novembro: Denunciado por um antigo companheiro, Zumbi é localizado, preso e degolado.
Fernando Correia da Silva
O que é o Dia da Consciência Negra? Celebrado no dia 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra homenageia e resgata as negras raízes do povo brasileiro. Escolhido por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, ele é dedicado à reflexão sobre presença do negro na sociedade brasileira. "O Dia da Consciência Negra sinaliza a ideia do marco, marca o valor da conquista da liberdade deste grupo", explica Roseli Fischmann, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Metodista, de São Bernardo do Campo, na região metropolitana da capital paulista.

O dia da Consciência Negra também põe em pauta a importância de discutir a temática negra na escola. A inclusão de assuntos ligados à África e ao povo negro na educação formal é uma das estratégias para reconhecer a presença desse grupo na história do Brasil - os negros correspondem a 6,8% da população brasileira segundo o IBGE, mas os chamados "pardos" chegam a um número próximo da metade da população brasileira. Não à toa, escolas e instituições diversas já reconhecem a importância de trabalhar a cultura negra em seu dia a dia.

Hoje, a lei brasileira obriga as escolas a ensinarem temas relativos à história dos povos africanos em seu currículo. Além disso, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) estabelecem que a diversidade cultural do país deve ser trabalhada no âmbito escolar. "A sociedade em que vivemos valoriza outro estereótipo, o que resulta na invisibilização do negro. Isso tem um efeito bastante perverso: as crianças negras nunca se vêm e o que elas olham é sempre diferente delas", explica Roseli, que coordenou o grupo responsável pelo documento sobre Pluralidade Cultural nos PCNs. "A pluralidade cultural é um tema que pode ser abordado de forma transversal, em várias disciplinas", conclui. Estratégias simples, como a introdução de bonecas negras, podem ter um efeito positivo para reforçar a identificação cultural dos alunos negros. "Revelar a África pela própria visão africana também surte efeito. O continente produz cultura, histórias e mitologia, o que a perspectiva eurocêntrica não nos deixa ver", diz Oswaldo de Oliveira Santos Junior, pesquisador do Núcleo de Educação em Direitos Humanos da Universidade Metodista de São Paulo.

Veja a seguir como pais e professores podem fazer sua parte na valorização da Consciência Negra.

Leia mais: Filme que traça panorama da história dos negros no Brasil ajuda professores a abordarem a cultura africana na escola
Para ler, clique nos itens abaixo:
Um exemplo de trabalho de valorização
O projeto "Um Pouco de Nós, Um Pouco da África", desenvolvido há cinco anos na Escola Estadual Bibliotecária Maria Luisa Monteiro da Cunha, de São Paulo, por exemplo, estimula os alunos do ensino fundamental I a refletirem sobre suas origens, abordando questões que vão muito além da escravidão. A iniciativa valoriza a oralidade e a arte africana a partir do resgate da cultura do continente e da discussão de sua contribuição para a formação da identidade cultural brasileira. Durante o trabalho, os professores familiarizaram os alunos com a literatura africana e incentivaram a leitura e a escrita. "As crianças confeccionaram bonecas negras, o que foi um tiro certeiro. A partir delas, eles criaram histórias e, ao levar as bonecas para casa, envolveram as famílias no trabalho", conta Lurdes Ribeiro, coordenadora da escola, que tem aproximadamente 50% de alunos negros e pardos. Após cinco anos, o resultado é, segundo Lurdes, uma valorização dos negros enquanto cultura e etnia. "Alunos que não se assumiam negros passaram a se assumir. E quem não é negro passou a valorizar essa cultura da qual fomos privados por tanto tempo". O projeto finalista do 4º Prêmio Educar para a Igualdade Racial, organizado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert).
Consciência negra no espaço
Além de inserir a questão da igualdade racial no currículo e nos temas debatidos em sala de aula, transformar o espaço da escola é uma boa maneira de construir uma identidade que inclua os negros. No Colégio Vértice, em São Paulo, o Projeto África mudou a cara da escola no sábado, 7 de novembro. Depois de um ano inteiro trabalhando com o tema África, os alunos organizaram um Safári Cultural, uma exposição interdisciplinar aberta ao público com enfoque em aspectos distintos da cultura brasileira e da cultura afro-brasileira. "Os alunos estudaram temas relativos ao passado e ao presente da África e expuseram os trabalhos do ano inteiro", conta Adilson Garcia, diretor da escola. Apresentações de música e dança e palestras também fizeram parte do Sáfari. "Quando se fala em África, vem todo um preconceito, um desconhecimento. Por isso, é preciso mostrar visualmente a diversidade cultural do continente", completa Garcia.
Consciência negra nos materiais didáticos
A oferta de materiais didáticos que contemplem o negro já foi bem pequena, mas tem crescido nos últimos anos. "Ainda é preciso usar muito material alternativo, mas a oferta tem crescido gradativamente, principalmente entre as grandes editoras", afirma Antonio Carlos Billy Malachias, coordenador do Programa de Educação e Políticas Públicas do Ceert. Finalista da 4ª edição do Prêmio Educar para a Igualdade Racial, a professora Ellen de Lima Souza, da Escola Orbe, de Marília (SP), utilizou o livro O Menino Marrom, de Ziraldo, para tratar o tema da igualdade racial nas turmas de Educação Infantil. Os alunos reconstruíram a personagem confeccionando um boneco em sala de aula e criaram finais diferentes para a história de Ziraldo. Como resultado, a temática das relações étnico-raciais passou a ser mais valorizada na escola como um todo. Assim como livros, também há jogos e brincadeiras que podem ser usados para ampliar os conhecimentos dos alunos sobre a cultura africana. Um dele é o yoté, um jogo de estratégia muito popular na região oeste da África que desenvolve o raciocínio e a capacidade de observação.
Consciência negra no conteúdo
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN)) estabelecem que a diversidade cultural do país deve ser trabalhada na escola. Além disso, a lei brasileira obriga as escolas a ensinarem temas relativos à história dos povos africanos. "A pluralidade cultural é um tema que pode ser abordado de forma transversal, em várias disciplinas", explica Roseli Fischmann, que coordenou o grupo responsável pelo documento sobre este tema nos PCNs. Há muitas possibilidades para enriquecer o aprendizado por meio da inserção da cultura negra africana. "Uma das estratégias no ensino fundamental e médio é revelar a África pela própria visão africana", diz Oswaldo de Oliveira Santos Junior, pesquisador do Núcleo de Direitos Humanos em Educação da Universidade Metodista de São Paulo. "Nesse sentido, trabalhar mitos de fundação africanos surte muito efeito, pois isso mostra que a África tem uma histórica contada por ela mesma", completa. Além dos mitos, é possível explorar aspectos históricos, como a contribuição dos negros na alimentação do Brasil e sua influência nas palavras da nossa língua. Revelando aos alunos a riqueza da cultura africana para além dos estereótipos é possível combater preconceitos dos alunos brancos e reforçar a auto-estima dos estudantes negros. Apesar da obrigatoriedade e da multiplicidade de enfoques, a visão europeia ainda predomina em muitas das escolas brasileiras. Prova disso é a quase inexistência de bonecas negras na Educação infantil ou quantidade limitada de livros infantis e infanto-juvenis que trazem negros como protagonistas. "Isso tem um efeito bastante perverso: as crianças negras nunca se vêm e o que elas olham é sempre diferente delas", explica Roseli. Ainda que a lei obrigue a escola a valorizar temáticas de origem africana, ela é solenemente ignorada na escola, acredita Oswaldo, da Metodista. "Toda história sobre a África é feita com representações eurocêntricas, a partir de um viés europeu. Isso favorece preconceitos e a invisibilidade dos povos africanos", explica.
Consciência negra no dia 20 de novembro
O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A data foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003. Trata-se de um feriado facultativo, mas mais de 400 cidades brasileiras já aderiram, segundo a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR, do governo federal. A escola pode fazer sua parte, assinalando que se trata de mais que um mero feriado e sim de uma conquista importante para uma parte representativa da população brasileira - os negros correspondem a 6,8% da população brasileira segundo o IBGE. Os chamados "pardos", no entanto, chegam a um número próximo da metade da população. "O dia 20 sinaliza a ideia do marco, marca o valor da conquista da liberdade deste grupo", explica Roseli Fischmann. A lembrança de temáticas relacionadas à cultura negra deve estar presente no decorrer de todo o ano letivo, como preveem os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e a legislação brasileira. "Não podemos limitar a história da África a um dia ou uma parte do ano. Vejo o Dia da Consciência Negra como ápice do trabalho feito o ano todo", diz Oswaldo de Oliveira Santos Junior, pesquisador do Núcleo de Direitos Humanos e Educação da Universidade Metodista de São Paulo. Para ele, comemorar a data na escola com festa e com música, depois de um período de preparação, pode ser uma boa iniciativa para criar espaços de igualdade entre os alunos e reforçar a importância da efeméride. "Comemorar é trazer à memória, celebrar a memória de forma comunitária", acrescenta.
Consciência negra na lei
Em 2003, a lei nº 10.639/03, tornou obrigatório o ensino da História e da Cultura Afro-Brasileira em todas as escolas de ensino fundamental e médio do país. A imposição se aplica a instituições públicas e privadas. A partir da sanção dessa lei, as escolas brasileiras passaram a ter que implementar o ensino da cultura africana, da luta do povo negro no país e de toda a história afro-brasileira nas áreas social, econômica e política. O conteúdo deve ser ministrado transversalmente, em todo o currículo escolar, com ênfase nas áreas de História Brasileira, Educação Artística e Literatura. "Essa lei é uma reivindicação muito antiga e altera a Lei de Diretrizes e Bases", afirma Roseli Fischmann, coordenadora do grupo responsável pelo documento sobre Pluralidade Cultural dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), professora da USP e da Universidade Metodista de São Paulo. "A legislação faz justiça à contribuição que esse grupo esquecido, mas importante, deu ao país", explica ela, que também é expert da Unesco para a Coalizão Internacional de Cidades contra o Racismo e a Discriminação. Segundo Roseli, a lei é um passo importante para o reconhecimento presença histórica dos negros no Brasil e no combate ao racismo. "Uma das formas de discriminar um grupo é silenciá-lo, tornando-o invisível. Isso aumenta o desconhecimento e estimula o preconceito e ignorância".
Consciência negra na literatura infanto-juvenil
Inserir a temática negra no currículo escolar é uma forma de combater a discriminação, apontam especialistas. Pais e professores também podem ajudar a reforçar a identidade cultural de crianças e jovens negros escolhendo livros e brinquedos com essa temática. "Esses materiais didáticos podem ser introduzidos na primeira infância, quando a criança começa a brincar", diz Oswaldo, da Metodista. Assim a criança vai automaticamente entender e até apreciar as diferenças. "É preciso naturalizar esse processo", conclui. Veja a seguir uma lista de livros para crianças com protagonistas negros. Menina Bonita do Laço de Fita Autor: Ana Maria Machado Faixa Etária: a partir dos 3 anos A autora coloca em cena, através da história de um coelho branco que se apaixona por uma menina negra, alguns assuntos muito debatidos nos dias de hoje, como a auto-estima das crianças negras e a igualdade racial. Luana, A Menina Que Viu O Brasil Neném Autores: Oswaldo Faustino, Arthur Garcia e Aroldo Macedo Faixa Etária: 4 a 8 anos O livro conta a história de Luana, uma menina de 8 anos que adora lutar capoeira, e a historia do descobrimento do Brasil. Ao lado de seu berimbau mágico, ela leva o leitor a outras épocas e lugares e mostra o quão rica é a cultura brasileira, além da importância das diferentes etnias existentes por aqui. Tudo Bem Ser Diferente Autor: Todd Parr Faixa Etária: 4 a 8 anos A obra ensina as crianças a cultivar a paz e os bons sentimentos. O autor lida com as diferenças entre as pessoas de uma maneira divertida e simples, abordando assuntos que deixam os adultos sem resposta, como adoção, separação de pais, deficiências físicas e preconceitos raciais. O Menino Marrom Autor: Ziraldo Faixa Etária: a partir de 7 anos O Menino Marrom conta a historia da amizade entre dois meninos, um negro e um branco. Através da convivência aventureira dessas crianças ao longo de suas vidas, o autor pontua as diferenças humanas, realçando os preconceitos em alguns momentos. Diversidade Autor: Tatiana Belinky Faixa etária: 8 a 12 anos O livro mostra, através de versos, porque é importante sermos todos diferentes. A autora fala que não basta reconhecer que as pessoas não são iguais, é preciso saber respeitar as diferenças.


conciencia negra

História do Dia Nacional da Consciência Negra

Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 DE novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zombie, líder do Quilombo dos Palmares.
A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.

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História do Dia Nacional da Consciência Negra

Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.
A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.
Importância da Data

A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira. 
A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão. 
Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados hérois nacionais. Agora temos a valorização de um líder negro em nossa história e, esperamos, que em breve outros personagens históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história. Passos importantes estão sendo tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira.